Em 02 de agosto de 2023, foi publicada a Lei Complementar – LC n. 199/2023, que institui o Estatuto Nacional de Simplificação de Obrigações Acessórias.
Com a entrada em vigor desse estatuto, as empresas precisam se adaptar a possíveis mudanças nos processos empresariais.
O objetivo do estatuto é a padronização das legislações e dos sistemas utilizados pelas Autoridades Fiscais, tendo por finalidade diminuir custos para o cumprimento de obrigações acessórias tributárias.
Deste modo, esta norma disciplina, no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sobre:
- A emissão unificada de documentos fiscais eletrônicos (salientando-se que o Presidente da República vetou a instituição de nota fiscal unificada, de declaração fiscal unificada e de registro cadastral unificado);
- A apuração de tributos e o fornecimento de declarações pré-preenchidas com base nos dados informados em documentos fiscais;
- A unificação dos documentos de arrecadação como forma de facilitação dos meios de pagamento dos tributos; e
- A unificação dos cadastros dos contribuintes, o compartilhamento de dados fiscais e cadastrais (entre as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios), e o acesso concedido às bases de dados dos documentos fiscais e de arrecadação que venham a ser instituídos.
O Comitê Nacional de Simplificação de Obrigações Tributárias Acessórias – CNSOA, vinculado ao Ministério da Fazenda, gerará, instituirá e aperfeiçoará as ações de simplificação das obrigações acessórias, com o objetivo de automatização da escrituração fiscal dos tributos, para que haja uma mínima intervenção do contribuinte.
O CNSOA será composto (i) por 6 (seis) representantes da Secretaria da Receita Federal do Brasil; (ii) por 6 (seis) representantes dos Estados e do Distrito Federal; e (iii) por 6 (seis) representantes dos Municípios.
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão dispor sobre obrigações acessórias relativas aos tributos de sua competência. Contudo, os mencionados entes federativos ainda assim terão de cumprir o que vier a ser disciplinado pelo CNSOA.
O Estatuto Nacional de Simplificação de Obrigações Acessórias e as disposições do CNSOA não afastam o tratamento diferenciado e favorecido que é concedido às microempresas, às empresas de pequeno porte e ao microempreendedor individual optantes pelo regime do SIMPLES Nacional.
A não conformidade com as obrigações acessórias pode trazer consequências financeiras significativas para as empresas. Multas, sanções e até mesmo a inviabilidade de operação em alguns casos podem ser as implicações mais graves.
Portanto, é importante que as empresas sigam todas as exigências estabelecidas pelo Estatuto Nacional de Simplificação de Obrigações Acessórias para evitar dores de cabeça.
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